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Investimentos

CDB: como funciona, quais são os riscos e o que comparar

Entenda como funciona um CDB, as formas de remuneração, os riscos, a liquidez, a tributação e o que comparar antes de decidir.

Por Equipe Bolso Protegido
Placa identificada como Certificado de Depósito Bancário ao lado de moedas e um gráfico ascendente.

CDB é a sigla de Certificado de Depósito Bancário. Trata-se de um título de renda fixa representativo de um depósito a prazo: quem investe entrega recursos a uma instituição financeira emissora e passa a ter um crédito contra ela, conforme as condições contratadas.

Em troca, a instituição promete devolver o principal acrescido da remuneração pactuada. Isso não torna todo CDB igual nem elimina riscos. Emissor, prazo, liquidez, forma de remuneração, tributação e cobertura do FGC precisam ser avaliados em conjunto.

O que é CDB e como funciona

Bancos e outras instituições autorizadas podem emitir CDBs para captar recursos. Para o investidor, a relação econômica é semelhante a emprestar dinheiro ao emissor: o pagamento futuro depende da obrigação assumida por essa instituição.

As condições são definidas na contratação. Um CDB pode permitir resgate diário, exigir carência ou ficar disponível apenas no vencimento. O fato de ser renda fixa significa que a regra de remuneração é conhecida, não que o valor final seja sempre conhecido antecipadamente nem que não exista risco.

Como o CDB pode remunerar

Prefixado

A taxa é definida na contratação. Se o título for mantido conforme as condições previstas, é possível calcular o retorno bruto pela taxa e pelo prazo. Resgate antecipado, quando permitido, pode seguir regras diferentes.

Pós-fixado

A remuneração acompanha um indicador definido no contrato. É comum encontrar CDB expresso como percentual do CDI. Um CDB de 100% do CDI, por exemplo, busca acompanhar integralmente a variação acumulada desse referencial no período, antes de impostos e custos. O exemplo explica a regra, não informa uma rentabilidade futura.

Híbrido

Combina uma parcela prefixada com a variação de um índice, como IPCA mais uma taxa pactuada. O resultado nominal depende da variação efetivamente observada do índice e das condições do título.

Liquidez, carência e vencimento

Liquidez é a possibilidade de converter o título em dinheiro. “Liquidez diária” não deve ser entendida sem ler as condições: horário da solicitação, prazo para crédito, dias úteis e eventuais carências podem afetar a disponibilidade.

Vencimento é a data prevista para encerramento da aplicação e pagamento conforme o contrato. Alguns CDBs não permitem resgate antecipado. Outros permitem, mas podem pagar remuneração diferente ou aplicar deságio. Para uma reserva de emergência, uma promessa de taxa maior não compensa automaticamente uma liquidez incompatível.

O principal risco é o risco de crédito do emissor

Quem compra um CDB se torna credor da instituição emissora. Se ela não cumprir sua obrigação, existe risco de perda ou atraso. Avaliar o emissor continua importante mesmo quando o produto está dentro das regras de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.

Renda fixa não significa ausência de risco. Também podem existir risco de liquidez, reinvestimento em condições diferentes no vencimento e perda de poder de compra quando o retorno líquido fica abaixo da inflação.

Como funciona a cobertura do FGC

Na referência consultada em 12 de agosto de 2026, CDB e RDB aparecem entre os produtos cobertos pela garantia ordinária do FGC. O limite informado é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição associada ou conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão em um período de quatro anos.

Os limites consideram principal e rendimentos e existem regras para conglomerados, contas conjuntas, aquisições de instituições e garantias recebidas anteriormente. O FGC não transforma o CDB em risco zero, não cobre valores ilimitados e o pagamento depende do procedimento aplicável após intervenção ou liquidação. Essas regras precisam ser reconfirmadas no FGC antes da publicação e antes de uma decisão real.

Imposto de Renda e IOF

Para pessoa física, CDB é uma aplicação de renda fixa tributável. Na tabela da Receita Federal consultada em 12 de agosto de 2026, as alíquotas de Imposto de Renda sobre rendimentos de aplicações de renda fixa em geral são: 22,5% para prazo de até 180 dias; 20% para prazo superior a 180 dias e de até 360 dias; 17,5% para prazo superior a 360 dias e de até 720 dias; e 15% para prazo superior a 720 dias. Essa redação explicita os limites sem sobrepor dias entre as faixas.

O imposto incide sobre o rendimento, conforme as regras aplicáveis, e costuma ser retido no resgate ou vencimento. O IOF pode incidir sobre rendimentos em resgates realizados antes de 30 dias, segundo a tabela legal regressiva. Tributação e legislação podem mudar; as regras vigentes devem ser conferidas antes da publicação e da aplicação.

O que comparar antes de escolher

  • Emissor e risco de crédito, inclusive o conglomerado ao qual pertence.
  • Forma de remuneração: prefixada, pós-fixada ou híbrida.
  • Taxa ou percentual do indicador e se o valor informado é bruto ou líquido.
  • Vencimento, carência, resgate antecipado e prazo efetivo para receber o dinheiro.
  • Imposto de Renda, possível IOF, tarifas e outros custos.
  • Cobertura do FGC considerando todos os créditos no mesmo conglomerado e as regras vigentes.
  • Adequação ao objetivo e ao prazo, sem usar apenas a maior taxa anunciada como critério.

Como interpretar uma comparação

Um CDB com taxa maior pode ter prazo mais longo, emissor diferente ou ausência de liquidez. Um percentual maior do CDI não permite comparar diretamente um título pós-fixado com outro prefixado ou híbrido sem hipóteses coerentes.

Para entender melhor o que um percentual do CDI representa, veja o que significa 100% do CDI.

Juros compostos ajudam a entender a acumulação matemática, enquanto Selic, CDI e IPCA ajudam a interpretar referências de mercado e inflação.

Uma comparação frequente é entre um CDB e a poupança, que segue regras próprias de rendimento, liquidez e tributação.

Para simular esses números, use a calculadora de CDB e CDI ou compare essa opção com outras na ferramenta Onde meu dinheiro rende mais.

Perguntas frequentes

CDB é sempre seguro?

Não. O CDB possui risco de crédito do emissor e pode ter risco de liquidez. A cobertura do FGC está sujeita a produtos, limites, conglomerados e regras vigentes.

Todo CDB tem liquidez diária?

Não. A liquidez depende do contrato. Pode haver carência, resgate somente no vencimento ou condições específicas para resgate antecipado.

O que significa um CDB que paga percentual do CDI?

Significa que a remuneração bruta é calculada como uma proporção da variação acumulada do referencial definido no contrato. Isso não garante uma taxa futura.

CDB paga Imposto de Renda e IOF?

Em geral, os rendimentos de CDB para pessoa física estão sujeitos ao Imposto de Renda de renda fixa. O IOF pode incidir em resgates antes de 30 dias. As regras vigentes devem ser conferidas em fonte oficial.

Fontes e referências

  1. O que são CDB e RDB? — Banco Central do Brasil. Definição oficial e instituições emissoras.
  2. Certificado de Depósito Bancário — CDB — Portal do Investidor — CVM. Base sobre remuneração, liquidez, risco, CDI e incidência de tributos.
  3. Sobre a garantia FGC — Fundo Garantidor de Créditos. Produtos cobertos e limites vigentes consultados em 12/08/2026.
  4. Tributação de 2026 — Receita Federal do Brasil. Tabela oficial de IR para aplicações de renda fixa em geral, referência de 2026.
  5. Decreto nº 6.306 — IOF — Presidência da República. Regulamentação oficial do IOF; conferir texto vigente antes da publicação.

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